O Dom de Variedades de Línguas – Ontem e Hoje

O dom de línguas é a habilidade dada por Deus a alguém para que haja comunicação numa língua desconhecida, e para que seja interpretada na assembléia a fim de que todos possam compreendê-la.  II Co.12:10 ; I Co. 14:5.

É uma manifestação do Espírito (I Co.12:7), e não uma habilidade humana.  Isto não têm absolutamente nada a ver com habilidades lingüísticas naturais, eloqüência em discursos, ou uma nova maneira Santificada de falar-se.  Ainda que o Espírito possa estar envolvido nestas características estão todas á parte do assunto em consideração. O dom de línguas é uma manifestação ou expressão sobrenatural do Espírito Santo, através dos órgãos vocais de uma pessoa. Ela é uma manifestação direta da esfera dos milagres.   A Bíblia revela três categorias gerais quanto ao falar-se em línguas. Embora a Bíblia não seja escrita na forma de um livro de teologia sistemática, com tudo bem dividido e esquematizado, á medida em que a estudamos e aprendemos por observação e experiência, certas categorias claramente emergem.  Ainda que a Bíblia em si não nos dê resumos sistemáticos, estes são descobertos através de uma síntese de todos os ensinamentos da Bíblia num dado assunto. Isto é parte do “manejar (analisar) bem a Palavra da Verdade”. II Tm.2:15.

Estas três categorias de línguas podem ser, claramente, vistas nas Escrituras:

1 – Línguas que são faladas no momento em que recebemos o Batismo no Espírito Santo.
(Atos 2:4 –6; 10:45-47 e 19:6).

2 – Línguas para uma comunhão pessoal com Deus numa maneira contínua.
(I Co.14:1-15;  Judas 20; Rm.8:26,27 e Ef. 6:18).

3 – Línguas que são dadas na igreja  para  uma  comunicação ao Corpo e  para  serem  um sinal ao incrédulo.
( I Co.12:10; 14:5; 14:21-22).
Foi a confusão destas três categorias de línguas que o Senhor procurou corrigir na Igreja de Corinto. Aparentemente, alguns falavam em línguas demasiadamente nas reuniões, sem que interpretações fossem dadas e  isso produzia confusão e abusos. Portanto, o Senhor, através de Paulo, classificou-as para eles. Além disso, deveríamos entender que há três maneiras gerais em que a Bíblia usa a palavra “dom” ou “graça”.

1 – O “dom” de Deus da Salvação através de Cristo. (Rm.5:15-18; II Co.9:15), o qual inclui:

2 – O “dom” do Espírito Santo. (Atos 2:38; 8:20 e 10:45) o qual inclui;

3 – Os “dons” do Espírito Santo. (I Co.12:1,4,9 e 28; Hb. 2:4).

Em nenhum lugar o batismo no Espírito santo é chamado de “dom de línguas”. Ao invés, ele é o “dom do Espírito” (o qual inclui línguas). Todo crente que é cheio do Espírito Santo deve falar em línguas , mas nem todos necessariamente têm o dom de línguas como uma manifestação espiritual no ministério do Corpo.   Paulo ensina que 99% de línguas são para um uso particular e pessoal na oração, louvor e auto-edificação. Todavia, há aqueles a quem o Espírito move para que levantem as suas vozes em línguas na assembléia, para que sejam, em seguida, interpretadas, a fim de abençoarem ao povo.

O DOM DE LINGUAS É PARA A EDIFICAÇÃO DA IGREJA, E NÃO DO INDIVIDUO QUE O EXERCITA. O FALAR EM LINGUAS, COMO PARTE DO DOM DO ESPIRITO SANTO, DEVE CONTINUAR EM NOSSAS VIDAS PRIVADAS PARA UMA EDIFICAÇÃO INDIVIDUAL, E NÃO DA IGREJA.

QUAIS SÃO OS PROPÓSITOS DE LINGUAS E INTERPRETAÇÃO NA IGREJA?

01 –Para serem um “sinal” ao incrédulo. (I Co.14:21-22).

02 – Para expressarem edificação, exortação e conforto ao crente. (I Co.14:3-5). Línguas com interpretação são equivalentes a profecias.

03 –Para levantarem a congregação ao louvor e á oração ( I Co.14:13-16). Nesta passagem, Paulo encoraja ao que fala em línguas a orar pela interpretação. O contexto imediato que se segue é o orar e o falar em línguas. A dedução é que a oração e o louvor no Espírito, poderiam ser interpretadas e  ser edificantes ao Corpo. Se uma igreja tem mais línguas e interpretações que profecias, isto é uma indicação que ela não cresceu além de um nível elementar de fé (I Co. 14:5,13), ou que há incrédulos que, regularmente, a freqüentam e que necessitam desde sinal (14:21-22).

DE QUE MANEIRA AS LINGUAS SÃO UM “SINAL” AOS INCRÉDULOS?

01 – Pela EVIDÊNCIA do sobrenatural; ao verem as pessoas falando em línguas que elas nunca aprenderam. (Atos 2: 6-8; I Co. 14:21-22).

02 – Pela SENSAÇÃO do sobrenatural; elas carregam a atmosfera com a sensação da presença de Deus. Isto é sentido até mesmo pelos incrédulos.

03 – Pelo TESTEMUNHO do ouvir-se uma língua estrangeira que eles possam conhecer. Deus lhes dá um sinal, falando com eles em suas línguas maternas (ou outra que aprenderam).

Este foi o grande sinal durante o Pentecostes. Eles ouviram as pessoas falando, sobrenaturalmente, em suas próprias línguas maternas. Este sinal proporcionou a salvação de três mil pessoas que foram obedientes. Ainda que as línguas sejam um sinal, os incrédulos nem sempre as aceitam como tal, especialmente se forem praticadas sem a ordem devida (todos falando ao mesmo tempo – I Co.14:23).  Eles dirão; “estais loucos”. Na verdade, muitos cépticos e críticos respondem desta maneira, até mesmo quando as línguas são praticadas no modo apropriado.  Muitos hoje, igualam as línguas a uma tagarelice incoerente que é falada num estado de loucura emocional ou psicológica.   Isto é, exatamente, o que um grupo de pessoas orgulhosas disse no dia de Pentecostes (Atos 2:13). Isto é, exatamente, o que Deus disse que os homens diriam.

TODOS DEVEM TER O DOM DE VARIEDADES DE LINGUAS?

Não! I Co.12:28-30  mostra, claramente, que nem todos são usados desta maneira. Ainda que todos possam dar um passo de fé, ocasionalmente, e falar em diversas línguas, não é bíblico o ensinar-se que todos devem ter qualquer um dos dons do Espírito.  Esta era uma das principais ênfases de Paulo em seus ensinamentos sobre os dons e o ministério do Corpo. (Rm.12:3-8 e I Co. 12:4-31).

QUANTAS  MENSAGENS EM LINGUAS E INTERPRETAÇÕES ESTAO EM ORDEM NUMA REUNIAO?

A resposta a esta questão é dada, muito simples e brevemente, por Paulo em I Co. 14:27-28. Duas ou três mensagens são, geralmente, suficientes para que recebamos, com clareza, o teor completo daquilo que o Senhor esteja falando. Algumas igrejas têm virtualmente proibido línguas nas reuniões, por várias razoes (permitindo somente que sejam praticadas no “salão dos fundos” depois do culto). Contudo, a Bíblia não nos ordena que as silenciemos nas atividades do culto, e sim, que as regulemos. Temos, na verdade, a admoestação direta: “…não proibais falar línguas”. I Co.14:39-40.

Bispo Macedo diz sobre “A Santíssima Trindade”

Muito embora a Santíssima Trindade seja um mistério para ser revelado apenas quando estivermos diante do trono da graça, ainda assim, podemos ter certeza absoluta da Sua existência, pelas informações dadas nas Escrituras Sagradas. Alguns versículos são por demais explícitos a este respeito, não permitindo qualquer dúvida da Sua realidade. O exemplo mais claro e evidente da manifestação da Santíssima Trindade foi exatamente no batismo do Senhor Jesus, realizado por João Batista, conforme documentou Mateus:

“Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” Mateus 3.13-17

Daí, as três Pessoas são identificadas:

O Filho, sendo batizado nas águas;

O Espírito Santo, descendo sobre o Filho em forma de uma pomba;

O Pai, identificando do Céu o Seu Filho amado, Jesus.

Também o apóstolo João confirma a existência da Trindade, quando diz: “E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.” (1 João 5.8).

No Antigo Testamento não há qualquer referência direta à Trindade. Porém, na criação do homem, encontramos na expressão de Deus o seguinte: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gênesis 1.26); “Então, disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós.” (Gênesis 3.22).

Esta maneira pluralista de referir-se a Si próprio revela indiretamente a existência da Santíssima Trindade.

A Bíblia revela que na Santíssima Trindade temos três Pessoas distintas; porém, Um só Deus: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo. Como isto é um mistério, devemos nos alegrar por já termos esta base de conhecimento, uma vez que o oculto fica com Deus, conforme a própria Palavra nos adverte:

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronômio 29.29.

(*) Texto retirado do livro “O Espírito Santo”, do bispo Edir Macedo.

ESPÍRITO SANTO: O Semáforo da minha vida

Meu amigo Bispo Celso Junior recentemente fez uma analogia muito interessante do Espírito Santo. Para você que é novo no assunto, o Espírito Santo é a força de vida, a pessoa de Deus em forma de espírito, a qual Ele prometeu colocar em você, se você buscá-la. É como ter Deus pulsando dentro de você, 24/7. Você pode imaginar as implicações disso?
Pois bem, agora vamos à analogia. Uma das coisas que o Espírito Santo faz quando Ele está dentro de nós pode ser comparado ao que os semáforos fazem pelos motoristas no trânsito.

Quando você vê um semáforo, você sabe que cada cor tem um significado diferente. Vermelho significa “pare”. Amarelo significa preparar-se para parar antes do cruzamento (e não “acelerar para passar antes do vermelho” como muitos motoristas pensam…). E verde significa “pode seguir”.

O negócio é que semáforos são apenas isso — luzes coloridas. Não são barreiras físicas que bloqueiam os carros ou motores que os empurra para passar. Eles são apenas sinais para o cérebro que você deve agir de determinada maneira. Se o vermelho está aceso e você ainda quer passar pelo cruzamento, você pode. A luz vermelha não vai lhe parar. Mas as chances são que você terá um acidente…

Da mesma forma, o Espírito Santo pode estar dentro de você, mas Ele não vai forçá-lo a fazer nada. Parte do que Ele faz é dar um sinal de que você precisa agir de uma determinada maneira. Ele acende uma luz vermelha se você estiver prestes a fazer algo errado. Ele lhe coloca em estado de alerta quando uma determinada atitude pode não ser uma boa ideia. E Ele acende uma forte luz verde quando quer que você vá em frente com algo que será bom para você.

Mas Ele nunca vai lhe impedir de fazer o que você quer fazer, mesmo que aquilo signifique que você arruinará a sua vida. E nunca lhe forçará a fazer o que você tem a fazer, mesmo se sua falta de atitude signifique que você perderá uma grande oportunidade.

Mas se é assim, qual o benefício de ter o Espírito Santo? – você pergunta.

Imagine que todos os semáforos no centro da cidade parassem de trabalhar de repente no meio da hora do rush. Você vai logo entender porquê eles existem e como eles são úteis.

Mas é claro, só se você respeitá-los.

Fonte: Bispo Renato Cardoso

Como se preparar para receber o Espírito Santo

Vocês devem estar lembrados do que eu publiquei sobre quando a consciência te acusa e acaba impedindo seu batismo no Espírito Santo. Publiquei na matéria que não precisava ser “santo” ou merecedor para receber o Espírito Santo, afinal nenhum de nós é merecedor dessa graça divina. Não se lembra? Então leia a matéria, clicando aqui.

Tudo isso não significa que não deva haver certo preparo para se receber o Espírito Santo. Presumir isso seria incidir em erro tão grave quanto o outro. Há condições para o cumprimento de qualquer promessa bíblica. Há condições para se receber a salvação, a cura divina, e há condições para receber o batismo com o Espírito Santo.

Que condições são essas? Há um princípio envolvido no recebimento de qualquer das bênçãos de Deus. O Espírito Santo é dado àqueles que embora estejam longe de serem perfeitos, amam a Deus em seu coração mais do que a qualquer outra coisa no mundo. Deus nunca aceita o segundo lugar na vida de quem quer que seja!

Importa que o candidato ao batismo com o Espírito Santo seja instruído acerca do propósito dEle em sua vida. Novos convertidos sempre precisam de instrução; e se ela é necessária às pessoas que desejam a cura divina, por certo também o é para aqueles que querem receber o Espírito Santo.

Produza frutos de arrependimento

Os que desejam receber o Espírito Santo devem arrepender-se dos seus pecados. Foi o que Pedro disse ao povo no sermão que pregou no Dia de Pentecostes.

E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja balizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Atos 2.38

Um homem pode não alcançar vitória sobre todos os seus maus hábitos, mas pode deixar de amá-los. Podem em seu coração, abandonar aquilo que sabe ser mau. Todo aquele que ainda ama os seus pecados, ou o mundo, não se sente preparado para receber o Espírito Santo. É, antes, um candidato ao arrependimento.

João Batista pregou o batismo do arrependimento e disse ao povo que se preparasse para Um que estava por vir e que os batizaria com fogo e com o Espírito Santo.

Respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Lucas 3.16

João continuou a instruir o povo a que desse provas de arrependimento. Mandou-lhes repartir suas bênçãos materiais com os pobres (Lc 3.11). Exigiu dos publicano que cessassem os processos desonestos de negociar, não cobrando “mais do que o estipulado” (v. 13). Aos soldados, ordenou: A ninguém maltrateis, não deis denúncia falsa, e contentai-vos com o vosso soldo (v. 14).

Prepare o caminho do Senhor

João, porém, foi ainda mais longe ao dizer: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as Suas veredas (Lc 3.4b). Há algo que se chama preparar o caminho do Senhor. Cristo não pode andar com aqueles que seguem veredas tortuosas.

Deus manifestou o Seu agrado para com o rei Josafá, dizendo: Boas coisas, contudo, se acharam em ti, porque tiraste os bosques da terra e preparaste o coração, para buscar a Deus (2 Cr 19.3).

Mas o Senhor assim não Se manifestou a respeito do povo que permitiu que continuassem os lugares altos de adoração pagã.

Contudo, os altos se não tiraram, porque o povo não tinha ainda preparado o coração para com o Deus de seus pais. 2 Crônicas 20.33

Assim se fortificou Jotão, porque dirigiu os seus caminhos na presença do SENHOR, seu Deus. 2 Crônicas 27.6

É fato significativo ter sido João Batista quem primeiro pregou sobre o batismo com o Espírito Santo, e ter exortado o povo com tamanha ênfase para que preparasse o caminho do Senhor. O homem, por si mesmo, não pode mudar a sua natureza, mas pode arrepender-se dos seus pecados. Não se trata de procurar tornar-se melhor. O importante é que haja em seu coração profundo anseio de se aproximar de Deus. Diz Tiago: Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração (Tg 4.8). Deus procura pessoas que realmente O desejem, não que busquem apenas as Suas bênçãos. Alguns batismos com o Espírito Santo são superficiais, porque são igualmente superficiais os desejos de alguns que o procuram.

O DIA DA DESCIDA

Batismo no Espirito Santo – Chama Pentecostal

BISPO SÉRGIO VON HELDER – Buscando o Espírito Santo

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