Moisés, a Serpente de Metal no Deserto e a Idolatria

Queridos leitores, tenho recebido aqui no Blog Universo Universal, muitas perguntas acerca da serpente de bronze que Moisés construiu no deserto por ordem de Deus. A dúvida é:
Por que Deus pediu para Moisés fazer uma serpente de metal, se Ele mesmo ordenou que imagem alguma fosse feita e levantada (Êxodo 20:4)?

Este episódio é usado por muitos que defendem suas práticas de idolatria, para justificar suas imagens de escultura, amuletos, cristais e deuses. Dedicam a eles as curas algo impossível que lhes aconteceram, dinheiro, sucesso dizem que foi por causa deles. A resposta é bem simples, quando Deus pediu que Moisés fizesse aquela serpente de metal era que o povo havia se corrompido, tinha feito rebelião contra Moisés, tinha se distanciado dos mandamentos, veio então as serpentes e começou a haverem baixas no povo de Israel. Aquela serpente servia como advertência, para que fosse curado e ao mesmo tempo não voltassem a praticar as mesmas obras de outrora, e como premio bastava olhar e eram salvo daquele veneno. Números (21;8-9).
A simbologia do Antigo Testamento
Como sabemos as simbologias do Antigo Testamento apontam para Jesus Cristo, desde a Arca da Aliança, as cores do Tabernáculo, e o cordeiro da Páscoa… tudo isso são simbolos que representam o Senhor Jesus Cristo.
Os símbolos e figuras são tipos por que têm um antítipo, ou seja, um cumprimento. Uma vez que o tipo se cumpra no seu antítipo, cessa a sua utilidade. Por exemplo, a serpente de bronze tem cumprimento como tipo no seu antítipo, ou seja, Jesus na cruz (Jo 3.14). Tudo no Tabernáculo é símbolo, e o antítipo é Cristo. Outro exemplo Cristo era o antítipo do cordeiro da Páscoa, porque o Cordeiro da Páscoa representava Cristo. E não era idolatria ao cordeiro estar representando Jesus, primeiro porque Deus tinha ordenado o tal ritual na Páscoa, segundo que o povo não estava com a Fé no animal em si, mas em Deus.
A serpente no Deserto também sibolizava Jesus. Vou explicar. Veja o que Jesus disse:
“Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, da mesma forma importa que o Filho do homem seja levantado…” (João 3: 14)

Quanto à forma, Jesus haveria de ser levantado da terra dando da sua morte da mesma maneira que a serpente de metal foi erguida por Moisés no deserto.

Quanto à importância, a serpente de metal ‘trouxe’ vida àqueles que foram picados pelas serpentes (aos condenados à morte), e Cristo, trouxe vida ao mundo que “jaz”, ou seja, que está morto no pecado.

A passagem de Números 21: 4- 9 relata que o povo de Israel ficou impaciente enquanto caminhavam pelo deserto e passaram a maldizer: “Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil” (Números 21: 5).

Diante da murmuração (pecado), Deus enviou serpentes ardentes e estas mordiam o povo, e ao sentirem que estavam amaldiçoados, foram até Moisés e disseram: “Havemos pecado, porquanto temos falado contra o Senhor e contra ti” (arrependimento).

Então disse o Senhor a Moisés: “Faze uma serpente ardente, e põe na sobre uma haste, e será que viverá todo o mordido que olhar para ela”. Foi quando Moisés fez a serpente de metal, e colocou em uma haste, e “mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo”.

a) a praga das serpentes foi conseqüência direta do pecado do povo;

  b)  a salvação para os picados pelas serpentes estava na palavra de Deus anunciada por Moisés;

c)  a serpente de metal foi erguida por ordem divina;

d)   bastava um olhar para que o favor de Deus fosse alcançado.

A palavra de Deus foi: “E será que viverá todo o mordido que olhar para ela”, e Moisés anunciou ao povo o que Deus disse. Observe a universalidade da mensagem (todo o mordido) e a necessidade dos ouvintes de Israel (não morrerá). Da mesma forma que os picados pelas serpentes estavam condenados à morte, toda a humanidade também está condenada à morte em Adão.

A mensagem, a que Moisés foi comissionado a transmitir, não excluía nenhum dos picados pelas serpentes. Todos sem exceção que olhassem para a serpente de metal haveriam de alcançar uma nova oportunidade de vida. A oferta de salvação a humanidade também não é diferente: todos, sem exceção, são alvos da graça de Deus.

Os ouvintes de Moisés necessitavam da cura e nada lhes foi exigido. Bastava um simples olhar em direção à serpente de metal e haveria de ter uma ‘nova’ vida. Esta mesma oferta é feita a humanidade: precisam olhar para quem prometeu a nova vida, pois a garantia de nova vida esta em quem é Fiel, se qualquer exigência ou obras a serem realizadas por parte dos agraciados.

Assim como o povo de Israel foi salvo da morte pela serpente, somos salvos da morte espiritual por Jesus Cristo. Jesus é o soro antiofídico que precisamos para sermos livres do veneno do pecado.
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Estava tudo bem, até chegar a Idolatria…
Uma coisa é Deus mandar fazer uma “imagem”, e outra é fazer sem autorização de Deus e ainda adorá-la, fazerem nações interias, prostrarem, adorarem, carregarem em seus ombros em procissões.
Você já ouviu falar da imagem Neustã? Pois bem falarei quem foi, Neustã. Foi um ídolo de metal colocado em uma haste, e o povo de Israel se corrompeu e queimou incenso e prestou culto a esta imagem, mas observe um detalhe sabe quem ordenou que ela fosse feita? Deus! – Mas, espera aí irmão- pergunta você – como Deus faria isto? Sabia! muitos foram os curados quando parava na frente de Neustã. Que complicação não é mesmo? Mas não há nada de complicado pois continuo falando da mesma serpente, aquela que foi levantada por Moisés. Mas foi preciso o Rei Ezequias destruí-la do meio do povo, pois eles estavam queimando incenso, e desviando toda adoração que era de Deus e depositando naquela serpente. (2 Reis 18:4) – O Rei Ezequias tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã.
Porque Deus mandou Moisés fazer? E agora o Rei Ezequias usado por Deus, quebra fazendo em pedacinhos? Como falei Deus permitiu como advertência, não como adoração, na realidade quem realizava o milagre não era a serpente Neustã e sim o próprio Deus que funcionava como soro antiofílico, neutralizando o veneno dos que eram picados pelas serpentes.
Este é o perigo das imagens, amuletos, cristais pois eles em si nada podem fazer são obras feitas por mão humanas, não podemos tê-los para não desviar a nossa confiança em nosso Deus. E o povo de Israel guardava aquela serpente como amuleto e transformaram em um ídolo. Nada pode desviar a nossa adoração ao Senhor Jesus, mas observe um detalhe, idólatra não é apenas aquele que se prostra diante a uma imagem e presta culto a ela. Idólatria é toda devoção em outras atividades ou objetos que desviam a sua atenção de Deus. Fazendo você esquecer de coloca-Lo em primeiro lugar em sua vida.
O que tem roubado o seu tempo de devoção ao seu Deus? Tem sido o seu trabalho, como Neustã? Seu carro? A televisão? O dinheiro?
Não é pecado ter carro importado, um bom emprego, televisor, dinheiro, o problema é a devoção a primazia que tem que ser de Deus ou seja Ele tem que estar em primeiro lugar em nossas vidas, em nossa mente. Quando colocamos Ele sobre todas as coisas, o nosso carro, o nosso trabalho, as demais coisas viram benção em nossa vida.
Que Deus possa ter o primeiro lugar na sua vida, sendo o Senhor de todas as coisas.
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33)
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