Igreja Universal lota Sambódromo do Anhembi em São Paulo

O Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo, mais conhecido como Sambódromo do Anhembi, sede do Carnaval paulista, na noite desta sexta-feira (9), recebeu mais de 50 mil pessoas de todo o estado de São Paulo, que se dirigiram ao local não apenas para viverem alguns momentos de alegria, mas para receberem a pura energia que vem do Espírito Santo, na Caravana do Resgate- evento cujo objetivo é ajudar espiritualmente aqueles que um dia fizeram parte da Obra de Deus e acabaram se afastando.

Logo no início do encontro, o bispo Sergio Correa (foto) e o bispo Jadson Santos oraram forte pelos afastados, quando na ocasião, aproximadamente 500 pessoas manifestaram com espíritos malignos e, semelhantemente ao que era feito na época de Jesus, foram libertas pela fé.

Após a expulsão do mal, bispo Sergio fez referência aos discípulos Pedro e Judas, que como milhares que estavam ouvindo a mensagem, também pecaram, porém, após o erro, ambos tomaram decisões diferentes. “Judas negou Jesus e sentiu remorso, sentimento que o fez se matar, já Pedro teve um sincero arrependimento, que fez dele um exemplo a ser seguido por cristãos de todo o mundo.”

 

A forte chuva que caía sobre a cidade durante todo o dia só fez aumentar ainda mais a fé dos participantes, que chegavam louvando a Deus pela megaconcentração, que começou às 23h30 e terminou antes das 4 horas da manhã do sábado (10). Nem a torção no pé que sofreu horas antes da vigília fez com que o obreiro da região de São Miguel Paulista, Marcelo Gomes, de 37 anos, desistisse de participar da concentração. Mancando, ele chegou apoiado na esposa, Janaína Gomes, de 27 anos, também obreira, que deixou o filho de 5 anos aos cuidados de um familiar, para acompanhar o marido. “Nada poderia impedir de estarmos aqui, pois viemos em busca de uma renovação espiritual”, afirma.

Foi exatamente isso que fez Lucio Martins (foto), de 40 anos, hoje, empresário e obreiro do Jardim Thomas, zona sul da capital paulista. Ele conta que, anos atrás, foi até o templo armado, preparado para realizar um assalto. “Eu e meu parceiro estávamos decididos a praticar o roubo, porém um dia antes do ato, ele foi preso. Mesmo assim, eu, sozinho, dei continuidade ao plano. Entretanto, quando comecei a prestar atenção nas palavras do pastor, pensei que ele conhecia toda a minha vida, pois, por incrível que pareça, elas eram todas para mim”, lembra.

Os planos dele se frustraram, mas o de Deus parece que estava apenas começando. Em pouco tempo ele se libertou dos vícios das drogas, abandonou o tráfico e foi levantado a obreiro.

Mas, após 8 anos ativo na Obra de Deus, o empresário deixou que o trabalho consumisse todo o tempo dele, e a frequência às reuniões já não era mais a mesma. Como consequência, ele acabou se afastando tanto da igreja e também da presença do Altíssimo. “Afastado, eu voltei a usar drogas e a me envolver com pessoas erradas. Eu sabia que estava desagradando a Deus, mas não tinha forças para voltar” destaca.

O assassinato do primo de Martins, alvejado por 8 tiros por um colega, e o susto de ter a mesma arma apontada para ele, fez com que refletisse a respeito da vida que estava levando. “Após matar o meu primo, a pessoa atirou também em mim, mas as balas não saiam, a arma travou. Naquele momento, eu percebi que precisava voltar para Deus”, conta.

 

Quando regressou, o ex-obreiro teve a mesma atitude do apóstolo Pedro, não se importou com o passado de iniquidades, mas se entregou para o Senhor Jesus de corpo, alma e espírito. “Faz 8 anos que voltei, me libertei verdadeiramente e tive um encontro com Deus. Agora, o meu maior desejo é de salvar também aqueles que estão perdidos como eu estava. Essa concentração é para promover um avivamento na Obra de Deus”, afirma.

Antes e depois

Sem se importar com a garoa que insistia em cair no Anhembi, a multidão continuou madrugada adentro buscando o Espírito Santo; data que ficará marcada para sempre na vida dos milhares presentes, a exemplo da cozinheira Ângela Nascimento (foto), de 45 anos, que, com lágrimas nos olhos e uma inquietação profunda, resistiu ao cansaço físico e regressou a fé, após 9 anos distante. “Eu estava aguardando pela reunião, mas ao mesmo tempo sentia vontade de sair correndo daqui, porque achava que para mim não teria mais jeito. As palavras, os louvores e a busca pelo Espírito Santo mostraram-me que ainda sou amada por Deus. Tomei uma decisão, voltei para Deus, hoje. Estou leve, sei que fui perdoada”, comemora com um semblante bem diferente do começo do encontro, desta vez, não mais triste e oprimido, mas resplandecendo alegria, com um belo sorriso.

Fonte: Arca Universal

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